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Cuba tropeça e Brasil lidera latino-americanos pela 1ª vez

24 de agosto de 2008 - 11:22

Alexandre Battibugli
A seleção brasileira feminina de vôlei no pódio

PEQUIM (Reuters) - Cuba, uma das potências esportivas da América Latina, foi a decepção da região nos Jogos Olímpicos de Pequim com uma série de fracassos inesperados, que levaram o Brasil a liderar o quadro de medalhas entre os representantes da América Latina pela primeira vez na história.

O México teve o seu melhor desempenho em 25 anos ao conquistar dois ouros, enquanto a Argentina manteve seu orgulho em alta com o título do futebol e um ouro no ciclismo, o que iguala o desempenho que de Atenas-2004.

Os grandes fracassos cubanos se deram no beisebol, depois que a equipe da ilha perdeu a final para a Coréia do Sul, e no boxe, um esporte que tradicionalmente dá muitas medalhas à Cuba, mas que nesta Olimpíada de Pequim não conquistou sequer um ouro.

Mas o episódio mais escandaloso foi o anúncio do banimento dos torneios mundiais de taekwondo de Angel Matos, depois que o atleta cubano acertou um chute na cabeça do juiz, que havia dado de maneira inesperada a vitória ao rival de Matos.

No entanto, a ilha caribenha brilhou com o ouro de Dayron Robles, que levou com facilidade a prova dos 110 metros com barreiras.

Desta maneira, Cuba terminou a competição -- liderada pela China com 51 ouros, seguida dos Estados Unidos com 36 --, na 27a posição, com 2 ouros, 11 pratas e 11 bronzes. Em Atenas, o país havia ficado na 11a colocação.

O Brasil encerrou sua participação com 3 ouros, 4 pratas e 8 bronzes. A contagem foi maior que em Atenas, quando levou para casa 10 medalhas, porém com menos ouros: 5 contra 3. Desta vez, o desempenho foi suficiente para ser o melhor país latino-americano no quadro de medalhas.

Os ouros brasileiros vieram do vôlei feminino, do nadador César Cielo e da saltadora Maurren Maggi.

No entanto, o país mais uma vez decepcionou no futebol masculino, que acabou os Jogos com a medalha de bronze, sem acabar com o jejum histórico na Olimpíada.

FERIADO NACIONAL E SALSA

Quem se converteu em herói nacional em seu país foi o saltador Irving Saladino, o primeiro panamenho a conquistar uma medalha de ouro olímpica, com a marca de 8.34 metros que ele conquistou no salto em distância.

O Panamá declarou feriado nacional na última quinta-feira e se fez uma festa estrondosa nas ruas da capital para Saladino, inclusive com o popular músico de salsa Rubén Blades, o que colocou milhares de pessoas a dançar.

Saladino vive em São Paulo, onde treina na academia do técnico brasileiro Nélio Moura, o mesmo da também campeã olímpica Maurren Maggi.

O México também fez história ao ganhar duas medalhas de ouro, o que não fazia desde os Jogos de Los Angeles, em 1984, com os triunfos de María del Rosario Espinoza e de Guillermo Pérez no taekwondo.

Outro orgulho da delegação do país são as nadadoras Paola Espinosa e Tatiana Ortiz, que levaram o bronze nos saltos ornamentais.

Para a Argentina, os Jogos de Pequim foram tão frutíferos como os de Atenas. A seleção masculina de futebol voltou a ganhar o ouro e os ciclistas Walter Pérez e Juan Curuchet conseguiram outra medalha dourada na modalidade Madison.

Sua equipe de basquete, campeã olímpica em 2004, não repetiu a façanha ao ser eliminada pelo "Dream Team" dos Estados Unidos nas semifinais. De qualquer maneira, acabou conquistando o bronze.

No Chile, os torcedores do tênis ficaram decepcionados com o fim das chances do ouro, quando Fernando González perdeu a final para o espanhol Rafael Nadal, o número um do mundo.

González levou a medalha de prata, e brincou dizendo que agora tem uma de cada cor. Em Atenas o tenista chileno Nicolás Massú levou o ouro na chave de simples e na de duplas, em parceira com González, que nos mesmos Jogos havia conquistado o bronze no individual.

(Por Javier Leira)


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Borda Quadro de MedalhasQuadro de Medalhas Borda
País Ouro
Ouro
Prata
Prata
Bronze
Bronze
Total
China 51 21 28 100
Estados Unidos 36 38 36 110
Rússia 23 21 28 72
23º Brasil 3 4 8 15
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